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Novidades no Cronópios
O site Cronópios está com algumas novidades. Uma delas, a estréia da coluna do poeta Lau Siqueira. Lau escreve, na estréia, sobre o mercado do livro e a tradição literária nordestina, num texto ferino e oportuno para tentar entender porque o Nordeste continua excluído dos grandes centros, quando o assunto é circulação da obra literária. Eis um trecho:
“Ora, lembrando Bráulio Tavares, figura de proa da boa literatura e da boa música brasileira, autor de Nordeste Independente cantado por Elba Ramalho em tom de hino, me pego pensando porque uma região mais populosa que muitos países do mundo, contando com mais de quarenta e seis milhões de habitantes, não figura como pólo editorial concorrente com o monopólio editorial, especialmente do eixo Rio e São Paulo, mas também no Rio Grande do Sul, cuja distribuição nacional das suas produções aproximou leitores de seus grandes escritores?”
Confira o texto completo clicando aqui...
Outra novidade. É que o Cronópios e a Livraria Martins Fontes Paulista firmam parceria inovadora. Qualquer livro citado, analisado ou indicado no portal Cronópios poderá ser localizado facilmente e adquirido on-line pelo site da livraria.
Além de todo o acervo que a Martins Fontes Paulista já disponibiliza, o projeto da parceria é cadastrar todos os livros que possam interessar aos leitores do Cronópios, sejam eles de editoras grandes ou pequenas de todo o território nacional.
Mais um ponto positivo para o Édson Cruz e o Pipol.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 06h36
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SEXTA-FEIRA É DIA DE POESIA
Escrito a Sangue
Ademir Assunção
ruas escuras atravessado eu atravesso reviro o avesso nele me meço olho de lince encaro a face da fera espelhos se estilhaçam rasgam minha cara cai a neblina do vazio frio na barriga pago o preço erva bola cogumelo volto ao começo escapo com vida desconverso verso escrito a sangue desapareço quanto mais menos me pareço eco de bicho homem ego sem endereço
Escrito por Linaldo Guedes ?s 07h26
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Escrito por Linaldo Guedes ?s 07h41
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Foram escolhidos e anunciados na noite desta terça-feira (2) os dez livros finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2008, que elege os melhores títulos em língua portuguesa lançados no Brasil durante o ano de 2007. Os dez autores selecionados concorrem agora a um prêmio de R$ 100 mil reais, maior quantia oferecida em concursos do gênero no país, além de prêmios de R$ 35 mil e R$ 15 mil para o segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Os dez finalistas de 2008 são:
- "20 Poemas para o Seu Walkman", de Marília Garcia, poesia (Cosac Naif / 7 letras, Brasil)
- "Antonio", de Beatriz Bracher, romance (Editora 34, Brasil)
- "Eu Hei-de Amar uma Pedra", de António Lobo Antunes, romance (Objetiva, Portugal)
- "Histórias de Literatura e Cegueira", de Julián Fuks, contos (Record, Brasil)
- "Laranja Seleta", de Nicolas Behr, poesia (Língua Geral, Brasil)
- "O Amor Não Tem Bons Sentimentos", de Raimundo Carreiro, romance (Iluminuras, Brasil)
- "O Filho Eterno", de Cristovão Tezza, romance (Record, Brasil)
- "O Sol Se Põe em São Paulo", de Bernardo Carvalho, romance (Companhia das Letras, Brasil)
- "Os da Minha Rua", de Ondjaki, contos (Língua Geral, Angola)
- "Tarde", de Paulo Henriques Britto, poesia (Companhia das Letras, Brasil)
Escrito por Linaldo Guedes ?s 10h58
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“Narradores de Javé”
“Narradores de Javé”, de Eliane Caffé, é um filme que mostra a importância e o poder da linguagem, tanto oral quanto escrita. Num primeiro momento, predomina a tradição oral. Neste sentido, o filme acaba sendo, também, uma bela homenagem aos contadores de histórias – àquelas pessoas sem a cultura escrita e que passam, de boca a boca, os valores e as tradições de sua gente.
Só que, diante da ameaça concreta de inundação de suas terras e sem nenhuma documentação formal que comprove que elas lhes pertencem, surge a necessidade de usar a escrita.
É quando começa a mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. Em resposta à possível tragédia, a comunidade adota uma estratégia: decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Isso acentua a relação entre história e memória de forma ainda mais intensa no filme. Relação esta que já existia quando tudo era passado através da tradição oral.
Desta forma, o resgate das lembranças é muito grande no filme, com a “imaginação” de um passado épico, com heróis forjados e requisitados pelos homens e pelas mulheres. É quando aparecem múltiplos elementos da memória individual e coletiva da cidade de Javé.
Assim, entre a história e a memória cada família constrói a sua própria versão dos fatos. O personagem Antônio de Biá (interpretado pelo ator José Dumont), encarregado de escrever essas histórias, acaba “tirando vantagem” pelo fato de ser o único na cidade a dominar a escrita.
A escrita era até então temida pelos moradores de Javé. E, no decorrer da trama, acaba funcionando em oposição à tradição oral. Como se uma tivesse que ser dissociada da outra, e não complementares. No final do filme, no entanto, acontece uma reconciliação entre o oral e o escrito. E Antônio de Biá é personagem fundamental nesta reconciliação, ao escrever o livro da salvação.
Enfim, “Narradores de Javé” é um filme que, ao mesmo tempo que mantém o respeito pela tradição oral, deixa claro que a escrita é mais importante e pode mudar o rumo da história.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 02h36
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A atrofia da imaginação
Clotilde Tavares
Constato, surpresa, que hoje os estudantes de segundo grau não lêem mais. Os livros são transformados em peças de teatro para que eles “conheçam a história” e “mantenham o pique” nas aulas de Literatura. Foram coisas que ouvi na TV, em uma matéria sobre o tema. O professor entrevistado completou a explicação dizendo que dessa forma “os livros ganham vida”.
Ora, minha gente! Eu milito tanto no campo do Teatro como no campo da Literatura, e fico bem à vontade para falar sobre ambos. Os romances não são meras “histórias” e não é bastante saber “o que aconteceu”. Um romance é o estilo, é a forma de contar a história, de costurar o enredo, é o uso precioso da linguagem. Um romance pode ser adaptado para o teatro, mas o resultado não vai nunca ser o romance: vai ser uma outra obra, usando uma linguagem diferente, a linguagem da cena. E desde quando os livros só “criam vida” se forem representados no palco? Os livros criam vida na tela da nossa mente, que se torna um palco interior, povoado pelas imagens evocadas por aquilo que lemos.
Parece que o problema está aí. Entendo a imaginação como a capacidade de criar imagens mentais, e penso também que essa capacidade anda um pouco atrofiada nas mentes dos espectadores em que nos transformamos todos. Nossa vida moderna depende sempre de um écran, de uma tela: televisão, computador, games, vídeos, mostrador de celular e os inúmeros monitores espalhados pelo ambiente urbano que nos dizem o que queremos ou precisamos saber. Acontece então que o cérebro se acostuma a receber essa imagem já pronta e perde a capacidade de formar suas próprias imagens a partir de mensagens escritas. Por isso, o prazer dos romances deixa de existir, e é preciso transformar esse romance em “imagem” (a peça de teatro) para que ele possa tornar-se “vivo”.
Um dia desses ouvi na livraria uma jovem dizendo a outra, que manuseava um romance: “Ver um filme, tudo bem, mas ler um livro desse inteirinho... Sem condição!” E eu concordo que realmente não há condição da criatura ler um livro de trezentas páginas se ela não consegue visualizar, imaginar, criar mentalmente cenas e personagens.
É uma pena, pois além dos jovens estarem perdendo essa capacidade com a omissão ou concordância do sistema de ensino, a imagem que as telas de todo tipo jogam na mente deles já vem pronta, acabada, carregada de um conteúdo que, muitas vezes, ele não pode nem sabe criticar.
(Clotilde Tavares é hoje um dos melhores textos do jornalismo paraibano. O artigo acima, que será publicado na edição de amanhã do jornal A União, é bom tema para reflexão para quem ensina)
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h00
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A vida é leve
Chego em casa à noite.
Pão e queijo embaixo do braço.
Barulho na rua. Festa de aniversário de algum vizinho, que ainda não conheço.
Música brega, aquela coisa brega de carro de som, com textos padronizados, etc e tal.
Tudo brega.
Mas lindo. E lindo porque é simples.
A felicidade é simples.
Esses vizinhos são felizes.
Semana passada fui pro aniversário de minha irmã.
Minha doce e querida irmã, Didi, ou Lenilda, para os menos íntimos.
Fui num encontro que ela marcou com familiares e amigos numa mesa de bar. Com direito a música brega também.
Discursei, chorei e cantei.... música brega. De uma dessas bandas de forró de plástico. Àquelas músicas que grudam na mente da gente como chiclete, de tanto tocar na rádio.
Minha bela sobrinha Juliana, filmou a cena. Ameaçou botar no orkut o “tio Linaldo cantando brega”.
Só fiz rir, é claro.
Porque a vida é isso. Encontros. Tese é para outros momentos.
Dia desses, no lançamento do livro de Hildeberto, uma intelectual conhecida de Jampa veio questionar algo idiota.
Eu apenas disse: “Esquece, a vida é bem mais leve do que você pensa”.
É isso. A vida é leve, acreditem!
Escrito por Linaldo Guedes ?s 20h44
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Cinéfilos
Tem coisa mais chata que um cinéfilo? Parece coisa de seita, às vezes. E quanto estão juntos vários cinéfilos, então? Ficam como se estivessem em programas de pergunta e resposta, tipo aqueles que Sílvio Santos comanda. Fica um provocando para ver quem sabe mais. Perguntas do tipo: Qual foi a cena que Clark Gabel coçou o bigode em “E O Vento Levou”? Ou, Harrison Ford sorriu quantas vezes no primeiro “Indiana Jones”? Engraçado que a gente não vê isso nos aficcionados por outros segmentos culturais. Ou alguém se lembra de ter visto um apaixonado por literatura discutindo em mesa de bar quantas vezes Capitu estava com os olhos dissimulados em “Dom Casmurro” ou qual a roupa que vestia Aurélia na noite de núpcias de “Senhora”?
Escrito por Linaldo Guedes ?s 08h33
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I Bienal Internacional de Poesia
De 3 a 7 de setembro a capital federal também será palco da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília (BIP). No evento, que está integrado à programação da 27ª Feira do Livro da cidade, estarão presentes críticos, poetas e editores internacionais. Quem for à Bienal terá a oportunidade de participar de simpósio, concurso, oficinas, exposições, recitais e filmes. Ao todo, mais de 70 países foram convidados para participar do evento, que também reunirá representantes dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. Entre os homenageados figura um personagem conhecido do público brasiliense. Trata-se do poeta Thiago de Mello que, em 2008, será o homenageado da 27ª edição da Feira do Livro de Brasília. Mais informações em www.bienaldepoesia.unb.br
Escrito por Linaldo Guedes ?s 07h40
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Rita no Pomar
O romance Rita no Pomar, de Rinaldo de Fernandes, terá o lançamento nacional nesta quarta-feria, 03/09, a partir das 14h30, no Café Literário da Feira do Livro de Brasília. Em seguida haverá um bate-papo com o autor. O lançamento do romance em João Pessoa está previsto para o início de novembro.

Como diz Silviano Santiago no posfácio do livro, “Rita no Pomar é um esdrúxulo mónologo-a-dois”, onde a personagem-título libera seu fluxo de consciência para Pet, seu cachorro. Sua vida solitária serve como matéria-prima tanto para esses desabafos quanto para seu diário e para alguns contos, que se intercalam ao longo do romance. Rinaldo de Fernandes conta a história de Rita aos pedaços, sua narrativa é entremeada por reticências e lacunas, que prendem o fôlego do leitor e o convidam a participar de sua criação.
Sobre o autor
Rinaldo de Fernandes é contista, romancista, antologista e professor universitário. É autor de O perfume de Roberta, (contos, Garamond, 2005) e organizador, entre outras, das coletâneas Contos cruéis: as narrativas mais violentas da literatura brasileira contemporânea (Geração Editorial, 2006), Quartas histórias: contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa (Garamond, 2006) e Capitu mandou flores: contos para Machado de Assis nos cem anos de sua morte (Geração Editorial, 2008). Rita no Pomar é seu romance de estréia e sai pela Editora 7Letras.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 21h49
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SEXTA-FEIRA É DIA DE POESIA
CRUEL
Astier Brasílio
prólogo
linear e absurdo. Sobre
os ombros do escombro. Nome
do não dito. Ferimento. Hoje
entre corpos. Cantava e coube
abismo pendurado em corte:
o coração, víscera, overdose
de opções. Ou não ir. Envolve
e não tem fio. Deborah Colker.
Primeiro ato
O amor de que se fala
é uma figura simulacra
o desenho da chama,
tatuagem do que falta
fantasias de fantasmas
se rasgam, se alastram
não salpica e sangra
Amor é dançar entre facas
Segundo ato
o jogo? Desigual e mesmo.
Amar é recuperar infernos
e duplicar o que é menos.
É ter parte com o que perdemos
É doer em dois, erros e Eros,
e suportar a repetição no espelho
O POETA RONALDO BRAGA FEZ UMA GENEROSIDADE COM MINHA POESIA. LEU POEMAS MEU NA SÉRIE INTERDITADOS, QUE ELE ESTÁ COLOCANDO NO YOUTUBE.
TENTEI POSTAR AQUI, MAS MEU ANALFABETISMO VIRTUAL IMPEDIU.
QUEM QUISER CONFERIR, PODE VER NO BLOGUE DO RONALDO: http://www.ronaldobragas.blogspot.com/
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h10
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Celebridades
Olha só o que personagem Seixas, do romance “Senhora”, de José de Alencar, dizia em uma das páginas da obra:
“Admira que nesta terra tão propensa à especulação e ao charlatanismo, ainda ninguém se lembrasse de arranjar uns álbuns de celebridades nacionais. Pois havia de ganhar muito dinheiro; não só na venda de álbuns, mas sobretudo na admissão dos pretendentes à lista das celebridades”.
Detalhe: o romance foi escrito em 1875, mas a frase tem sabor de profecia. Não é o que vemos hoje, com as revistas Caras, Quem e outras menos cotadas? Não é o que vemos no site da UOL, que tem página para as ditas celebridades, mas não tem para literatura?
Escrito por Linaldo Guedes ?s 07h35
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Projeto Portal
A revista Portal Solaris — primeiro número do Projeto Portal, coordenado por Nelson de Oliveira — traz contos inquietantes que vão do universo da ficção científica ao do fantástico, passando pelo da fantasia. São catorze narrativas sobre novas tecnologias, viagens no tempo, ciberespaço, telepatia, contatos imediatos do terceiro grau, pós-apocalipse, pós-humano, utopias e distopias, de dez autores contemporâneos de sete Estados brasileiros. O Projeto Portal prevê seis números, com periodicidade semestral. Cada número homenageará, no título, uma obra célebre da ficção científica: Solaris, Neuromancer, Stalker, Fundação, 2001 e Fahrenheit. Os contistas da Portal Solaris são: Ataíde Tartari (SP), Carlos Emílio C. Lima (CE), Carlos Ribeiro (BA), Geraldo Lima (DF), Homero Gomes (PR), Ivan Hegenberg (SP), Luiz Bras (MS), Mayrant Gallo (BA), Roberto de Sousa Causo (SP) e Rogers Silva (MG).
Na Casa das Rosas
A editora Civilização Brasileira e a Casa das Rosas convidam para o lançamento do livro "O que a esquerda deve propor", do ministro Roberto Mangabeira Unger, publicado pela editora Civilização Brasileira. Na ocasião, haverá um debate com o autor, o poeta Antônio Risério e o cantor e compositor Caetano Veloso. Dia: 27/08/08 Horário: 20h00 Local: Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura Av. Paulista, 37 - Bela Vista (próx. a estação Brigadeiro do metrô) Entrada franca.
Quatro CONVITES em uma quase INTIMAÇÃO
1. Dia 27 de agosto, quarta-feira, às 19h, no auditório da Livraria Cultura, a presença do poeta e filósofo ANTONIO CÍCERO em palestra: VEREDAS DA PROSA, VEREDAS DA POESIA. 2. Dia 30, sábado, às 19h, lançamento de O GOLPE NA ALMA, na Livraria Cultura do Recife, com autógrafos do escritor MARCIUS CORTEZ. 3. Dia 31, domingo, às 16h30min, na praça do Arsenal/Recife Antigo, Jomard Muniz de Brito em A COMUNA – outros atentados poéticos na MOENDA. 4. Dia 31, às 17h, em A FESTA DO LIVRO do 6º Festival Recifense de Literatura, na praça do Arsenal, lançamento do livro coletivo REGISTROS DO PASSADO NO PRESENTE, com organização da Profª Dra. Gilda Maria Whitaker Verri, com autógrafos na stand das edições Bagaço.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 07h48
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Bossa sempre nova
Bacana ver João Gilberto, com um banquinho e um violão, encantando um grande público.
Bacana ver Caetano e Roberto se unirem em torno do maestro Tom Jobim.
Bacana saber que a Bossa Nova ainda faz sucesso, a despeito de alguns que costuma criticá-la.
Bacana mesmo é ouvir Bossa Nova.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 14h52
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Olimpíada feminina
As Olimpíadas de Pequim acabaram e pouca coisa ficou da participação brasileira. Muitas decepções.
No futebol masculino, ficamos com o bronze, pra varias. E mostramos em campo que temos alguns bons jogadores, mas não temos técnico capaz de elaborar um simples esquema tático. Além disso, alguns jogadores, como Ronaldinho Gaúcho, continuam querendo ser mais pop star do que atleta.
No futebol feminino, ficamos no quase de novo. Amarelamos? Quem sabe? A própria Marta, a melhor do mundo, diz que não entende como o Brasil sempre perde nas decisões. Uma pena. Elas mereciam sorte melhor.
Nosso vôlei de praia decepcionou demais. Prata e bronze, mas tínhamos talentos suficientes para trazer o ouro. Não deu desta vez.
No vôlei de quadra masculino, outra decepção. Perdemos para os Estados Unidos e há que se ter muita união daqui pra frente entre os atletas que vinham ganhando tudo no mundo nos últimos. Pode ser o final de uma geração de ouro, comandada pelo personalista Bernardinho.
Mas nem só de bronze e prata se fez a participação do Brasil nas olimpíadas.
César Cielo trouxe um ouro, quando todo mundo apostava em outros nadadores e até no nosso Kaio Márcio, numa disputa emocionante.
Maurren Maggi se tornou a primeira mulher a conquistar o ouro olímpico, num salto que empolgou. Para quem vinha de acusação de doping, deu a volta por cima com muita autoridade.
Assim como as meninas do vôlei de quadra feminino também deram a volta por cima. Bonito ver elas jogarem nas quadras de Pequim. Determinação, concentração, vontade de vencer e, acima de tudo, muito talento.
Para um país que pensa em organizar uma olimpíada, penso que foi pouco. Muito pouco. Falta apoio ao esporte nacional e as decepções se sucedem.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 08h10
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